Horas extras não pagas entram na rescisão?
Horas extras esquecidas podem afetar muito mais do que parece. Entenda os possíveis reflexos na sua rescisão.
O que caracteriza hora extra
É o tempo trabalhado além da jornada normal contratada, geralmente 8 horas diárias ou 44 semanais. Esse tempo extra deve ser remunerado com acréscimo mínimo de 50% sobre o valor da hora normal, salvo condições mais benéficas previstas em acordo ou convenção coletiva.
Como as horas extras afetam a rescisão
Quando as horas extras são habituais — ou seja, feitas com frequência ao longo do contrato — e não foram pagas corretamente, elas podem gerar diferenças a serem cobradas, além de impactar o cálculo de outras verbas que usam o salário como base.
Reflexos em outras verbas
Horas extras habituais não pagas corretamente podem refletir no cálculo de férias, 13º salário, FGTS e até no aviso prévio, já que essas verbas costumam considerar a média salarial, incluindo valores habituais recebidos pelo trabalhador.
Como identificar se há horas extras não pagas
Compare os horários registrados no ponto (cartão, aplicativo ou controle informal) com os valores discriminados no holerite. Se o tempo extra trabalhado não aparece remunerado, ou aparece com valor muito abaixo do esperado, pode haver diferença a analisar.
Como reunir provas
Guarde cópias de cartões de ponto, prints de aplicativos de controle de jornada, mensagens que comprovem horários e testemunhas, se possível. Esses registros ajudam bastante caso seja necessária uma análise mais aprofundada.
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